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por Edgar


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25 Jan 2012 






CLASSIFICAÇÃO MORAL (BEM OU MAL): EXÚ PAGÃO OU EXÚ BATIZADO? Alguns espíritos, que usam indevidamente o nome de Exu, procuram realizar trabalhos de magia dirigida contra os encarnados. Na realidade, quem está agindo é um espírito atrasado. É justamente contra as influências maléficas, o pensamento doentio desses feiticeiros improvisados, que entra em ação o verdadeiro Exu, atraindo os obsessores, cegos ainda, e procurando trazê-los para suas falanges que trabalham visando a própria evolução. O chamado “Exú Pagão” é tido como o marginal da espiritualidade, aquele sem luz, sem conhecimento da evolução, trabalhando na magia para o mal, embora possa ser despertado para evoluir de condição. Já o Exu Batizado, é uma alma humana já sensibilizada pelo bem, evoluindo e, trabalhando para o bem, dentro do reino da Quimbanda, por ser força que ainda se ajusta ao meio, nele podendo intervir, como um policial que penetra nos reinos da marginalidade. Não se deve, entretanto, confundir um verdadeiro Exú com um espíritos zombeteiros, mistificadores, obsessores ou perturbadores, que recebem a denominação de Kiumbas e que, às vezes, tentam mistificar, iludindo os presentes, usando nomes de "Guias". Para evitar essa confusão, não damos aos chamados “Exus Pagões” a denominação de “Exu”, classificando-os apenas como Kiumbas. E reservamos para os ditos “Exus Batizados” a denominação de “Exu”. CLASSIFICAÇÃO PELOS PONTOS DE VIBRAÇÃO DOS EXUS Exus do Cemitério: São Exus que, em sua maioria, servem à Obaluaiê. Durante as consultas são sérios, reservados e discretos, podem eventualmente trabalhar dando passes de limpeza (descarregando) o consulente. Alguns não dão consulta, se apresentando somente em obrigações, trabalhos e descarregos. Exus da Encruzilhada: São Exus que servem a Orixás diversos. Não são brincalhões como os Exus da estrada, mas também não são tão fechados como os do cemitério. Gostam de dar consulta e também participam em obrigações, trabalhos e descarregos. Alguns deles se aproximam muito (em suas características) dos Exus do cemitério, enquanto outros se aproximam mais dos Exus da estrada. Exus da Estrada: São os mais "brincalhões". Suas consultas são sempre recheadas de boas gargalhadas, porém é bom lembrar que como em qualquer consulta com um guia incorporado, o respeito deve ser mantido e sendo assim estas "brincadeiras" devem partir SEMPRE do guia e nunca do consulente. São os guias que mais dão consultas em uma gira de Exu, se movimentam muito e também falam bastante, alguns chegam a dar consulta a várias pessoas ao mesmo tempo. ORGANIZAÇÃO E HIERARQUIA DOS EXUS: Os Exus, estão também, divididos em hierarquias. Onde temos desde Exus muito ligados aos Orixás até aqueles Exus ligados aos trabalhos mais próximos às trevas. Os exus dividem-se hierarquicamente, em três planos ou três ciclos e em sete graus e a divisão está formada "de cima para baixo" : TERCEIRO CICLO Contém o Sétimo, Sexto e Quinto graus. Neste Ciclo encontramos os chamados Exus Coroados. São aqueles que tem grande evolução, já estão nas funções de mando. São os chefes das falanges. Recebem as ordens diretas dos chefes de legiões da Umbanda. Pouco são aqueles que se manifestam em algum médium. Apenas alguns médiuns, bem preparados, com enorme missão aqui na Terra, tem um Exu Coroado como o seu guardião pessoal. São os guardiões chefes de terreiro. Não mais reencarnam, já esgotaram há tempos os seus karmas. · Sétimo Grau - Estão os Exus Chefe de Legião e para cada Linha da Umbanda, temos Um Exu no Sétimo Grau, portanto, temos Sete Exus Chefes de Legião · Sexto Grau - Estão os Exus Chefes de Falange. São Sete Exus Chefes de Falange subordinados a cada Exu Chefe de Legião, portanto, temos 49 Exus Chefes de Falange. · Quinto Grau - Estão os Exus Chefes de Sub-Falange. São Sete Exus Chefes de Sub-Falange subordinados a cada Exu Chefe de Falange, portanto, são 343 Exus Chefes de Sub-Falange. SEGUNDO CICLO Contém o Quarto Grau. Neste Ciclo encontramos os chamados Exus Cruzados ou Batizados. São subordinados dos Exus Coroados. Já tem a noção do bem e do mal. São os exus mais comuns que se manifestam nos terreiros. Também, tem funções de sub-chefes. Fazem parte da segurança de um terreiro. O campo de atuação destes exus está nas sombras (entre a Luz e as Trevas). Estão ainda nos ciclos de reencarnações. · Quarto Grau - Estão os Exus Chefes de Agrupamento. São Sete Exus Chefes de Agrupamento e estão subordinados a cada Exu Chefe de Sub-Falange, portanto, são 2401 Exus Chefes de Agrupamento. PRIMEIRO CICLO Contém o Terceiro, Segundo e Primeiro Graus. Temos dois tipos de Exus neste ciclo : o Exus Espadados - São subordinados do Exus Cruzados. O seu campo de atuação encontra-se entre as sombras e as trevas. o Exus Pagãos (Kiumbas) - São subordinados aos exus de nível acima. São aqueles que não tem distinção exata entre o bem e o mal. São conhecidos, também como "rabos-de-encruza". Aceitam qualquer tipo de trabalho, desde que se pague bem. Não são confiáveis, por isso. São comandados de maneira intensiva pelos Exus de hierarquias superiores. Quando fazem algo errado, são castigados pelos seus chefes, e querem vingarem-se de quem os mandou fazer a coisa errada.São kiumbas, capturados e depois adaptados aos trabalhos dos Exus. O campo de atuação dos Exus Pagãos, é as trevas. Conseguem se infiltrar facilmente nas organizações das trevas. São muito usados pelos Exus dos níveis acima, devido esta facilidade de penetração nas trevas. · Terceiro Grau - Estão os Exus Chefes de Coluna. São Sete Exus Chefes de Coluna e estão subordinados a cada Exus Chefes de Agrupamento, portanto, são 16807 Exus Chefes de Coluna. · Segundo Grau - Estão os Exus Chefes de Sub-Coluna. São Sete Exus Chefes de Sub-Coluna e estão subordinados a cada Exu Chefe de Coluna, portanto, são 117649 Exus Chefes de Sub-Coluna. · Primeiro Grau - Estão os Exus Integrantes de Sub-Colunas e são milhares de espíritos nesta função. Os Exus, em geral, não são bons nem ruins, são apenas executores da Lei. Ogum, responsável pela execução da Lei, determina as execuções aos Exus. 7º Grau 7 - Chefes de Legião 6º Grau 49 - Chefes de Falange 5º Grau 343 - Chefes de Sub-Falange 4º Grau 2401 - Chefes de Grupamento 3º Grau 16807 - Chefes de Coluna 2º Grau 117649 - Chefes de Sub-Coluna 1º Grau ? - Integrantes de Coluna Além destes aspectos já abordados, vale à pena mencionar os diversos níveis vibracionais, onde os espíritos ligados à Terra, habitam. Estes níveis são e foram criados de acordo com cada grau evolutivo. Os níveis estão mais relacionados com o mundo da consciência do que com o mundo físico, ou seja, são mais estados de consciência do que um lugar fisicamente localizado. Como são níveis gerados por espíritos ligados de alguma forma com a evolução da Terra, estes níveis estão vinculados ao próprio planeta. Portanto, quando vemos descrições de camadas umbralinas localizadas em abismos sob a crosta terrestre, devemos entender que embora elas estejam localizadas com estes espaços físicos, elas estão no lado espiritual deste plano físico. Temos então, Sete Camadas Concêntricas Superiores e Sete Camadas Concêntricas Inferiores. A divisão está sempre formada "de cima para baixo" : Camadas Concêntricas Superiores Sétima, Sexta e Quinta Camadas - Zonas Luminosas Seres iluminados, isentos das reencarnações. Cumprem missões no planeta. Estão se libertando deste planeta, muitos já estagiam em outros mundos superiores. Quarta Camada - Zona de Transição Espíritos elevados, que colaboram com a evolução dos irmãos menores. Terceira, Segunda e Primeira Camadas - Zonas Fracamente Iluminadas A maioria dos espíritos que desencarnam, estão nestas camadas. Estão em reparações e aprendizados para novas reencarnações. Superfície Espíritos encarnados Camadas Concêntricas Inferiores Sétima Camada - Zona Sub-Crostal Superior Espíritos sofredores de um modo geral que serão em seguida socorridos e encaminhados a planos mais elevados para adaptação e aprendizado, antes de reencarnarem. Sexta, Quinta e Quarta Camadas - Zona das Sombras, Zona Purgatoriais ou de Regeneração Espíritos sofredores purgando parte de seus karmas, e que serão encaminhados o mais rápido possível à reencarnação para novas provas e expiações. Quarta Camada - Zona de Transição Entre as sombras e as trevas. Zona de seres revoltados e dementados. Terceira, Segunda e Primeira Camadas - Zona das Trevas ou Zona Sub-Crostal Inferior Estes espíritos estão em estágio de insubmissos, renitentes e rebelados às Leis Divinas. Não reconhecem Deus como o Ser mais superior. A atuação dos Exus, está praticamente em todas as camadas inferiores, com exceção das Terceira, Segunda e Primeira Camadas, que eventualmente eles "descem" para missões especiais ou mandam os rabos-de-encruza, pois estão mais "ambientados" com as baixas e perniciosas vibrações. Não que os Exus não possam "descer" até lá, mas porque é desnecessário criar uma guerra com os seres infernais, apenas porque se invadiu aquelas zonas. A maioria dos livros espíritas, que tratam do assunto dos níveis vibracionais, não chega sequer a mencionar algo além das camadas intermediárias ou médio e alto umbral. Descrevem na maioria das vezes as camadas que ficam as sombras e não as trevas, pois os espíritos que fazem tais incursões não podem ou não devem “baixar” mais, pois somente cabe aos exus, espíritos especializados “descer” tanto. CORRESPONDÊNCIA ENTRE OS EXUS E AS DIFERENTES IRRADIAÇÕES DOS ORIXÁS Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Oxalá: EXÚ SETE ENCRUZILHADAS Comando negativo da linha Exú Sete Chaves intermediário para Ogum Exú Sete Capas intermediário para Oxossi Exú Sete Poeiras intermediário para Xangô Exú Sete Cruzes intermediário para Yorimá Exú Sete Ventanias intermediário para Yori Exú Sete Pembas intermediário para Yemanjá Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Yemanjá: POMBO GIRA RAINHA Comando negativo da linha Exú Sete Nanguê intermediário para Ogum Maria Mulambo intermediário para Oxossi Exú Sete Carangola intermediário para Xangô Exú Maria Padilha intermediário para Yorimá Exú Má-canjira intermediário para Yori Exú Maré intermediário para Oxalá Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Ibeiji: EXÚ TIRIRI Comando negativo da linha Exú Toquimho intermediário para Ogum Exú Mirim intermediário para Oxossi Exú Lalu intermediário para Xangô Exú Ganga intermediário para Yorimá Exú Veludinho intermediário para Oxalá Exú Manguinho intermediário para Yemanjá Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Xangô: EXÚ GIRA MUNDO Comando negativo da linha Exú Meia-Noite intermediário para Ogum Exú Mangueira intermediário para Oxossi Exú Pedreira intermediário para Oxalá Exú Ventania intermediário para Yorimá Exú Corcunda intermediário para Yori Exú Calunga intermediário para Yemanjá Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Ogum: EXÚ TRANCA-RUAS Comando negativo da linha Exú Tira-teimas intermediário para Oxalá Exú Veludo intermediário para Oxossi Exú Tranca-gira intermediário para Xangô Exú Porteira intermediário para Yorimá Exú Limpa-trilhos intermediário para Yori Exú Arranca-toco intermediário para Yemanjá Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Oxossi: EXÚ MARABÔ Comando negativo da linha Exú Pemba intermediário para Ogum Exú da Campina intermediário para Oxalá Exú Capa Preta intermediário para Xangô Exú das Matas intermediário para Yorimá Exú Lonan intermediário para Yori Exú Bauru intermediário para Yemanjá Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Yorimá: EXÚ CAVEIRA Comando negativo da linha Exú do Lodo intermediário para Ogum Exú Brasa intermediário para Oxossi Exú Come-fogo intermediário para Xangô Exú Pinga-fogo intermediário para Oxalá Exú Bára intermediário para Yori Exú Alebá intermediário para Yemanjá RELAÇÕES EXISTENTES ENTRE AS LINHAS DA QUIMBANDA E UMBANDA Uma vez se entendendo que há uma perfeita harmonia entre as ações dos elementos que compõe as linhas da Quimbanda e da Umbanda, cada elemento destes há um paralelo, um elo de ligação entre a Umbanda e a Quimbanda. Linhas da Umbanda Linhas da Quimbanda Linha de Oxalá Linha Malei Linha de Ogum Linha do Cemitério Linha de Oxossi Linha dos Caboclos Quimbandeiros Linha de Xangô Linha de Mossorubi Linha de Yorimá Linha da Almas Linha de Ibêji Linha Mista Linha de Yemanjá Linha Nagô Há ainda outros elos de ligação entre os Orixás da Umbanda com os Exus da Quimbanda. No caso de Ogum, há uma manifestação de Ogum, para corresponder com cada uma das sete Linhas da Quimbanda. Vejamos: Ogum de Malei Linha Malei Ogum Megê Linha do Cemitério Ogum Rompe Mato Linha dos Caboclos Quimbandeiros Linha de Mossorubi Ogum Megê Linha da Almas Ogum Xoroquê Linha Mista Ogum de Nagô Linha Nagô EXU PARA JORGE AMADO Não sou preto, branco ou vermelho Tenho as cores e formas que quiser. Não sou diabo nem santo, sou exu! mando e desmando, traço e risco faço e desfaço. estou e não vou tiro e não dou. sou exu. Passo e cruzo Traço, misturo e arrasto o pé Sou reboliço e alegria Rodo, tiro e boto, Jogo e faço fé. Sou nuvem, vento e poeira Quando quero, homem e mulher Sou das praias, e da maré. ocupo todos os cantos. sou menino, avô, maluco até posso ser joão, Maria ou José Sou o ponto do cruzamento. durmo acordado e ronco falando corro, grito e pulo faço filho assobiando sou argamassa De sonho carne e areia. sou a gente sem bandeira, o espeto, meu bastão. o assento? O vento!.. sou do mundo,nem do campo nem da cidade, não tenho idade. Recebo e respondo pelas pontas, Pelos chifres da nação Sou exu. sou agito, vida, ação sou os cornos da lua nova a barriga da rua cheia!... Quer mais? Não dou, Não tô mais aqui!
Edgar · 138 vistos · Deixe um comentário
Categorias: CONTATO
24 Jan 2012 

“PRETO-VELHO” – “A ENTIDADE MAIS CARISMÁTICA DA UMBANDA”

 

Com certeza a mais carismática entidade que povoa os terreiros de Umbanda. A mística do Preto Velho é fruto de condições e circunstâncias únicas em terras brasileiras.
A sofrida vida dos escravos, trazidos da África, já bastante documentada e comentada, fazia com que os indivíduos, em função do penoso e extenuante trabalho a que eram submetidos, somado aos maus tratos, vivessem, em média, somente sete anos após sua chegada ao Brasil.

As mudanças no panorama econômico brasileiro, como a decadência do ciclo da cana-de-açúcar e a redução da atividade mineradora, fizeram com que uma grande leva de escravos migrados, para os centros urbanos, pudesse levar uma vida mais amena e conseguisse ter uma expectativa de vida mais longa.

Mesmo assim as condições de salubridade, nesta época, não favoreciam a longevidade.
Então surge a figura daquele escravo que, apesar das suas condições de vida, alcança idade avançada, personificando o patriarca da raça, cuja sapiência parece lhe ser conferida pelos cabelos brancos.

Nas sociedades tradicionais, a figura do idoso é um símbolo da experiência de vida e um pilar da cultura do grupo a que pertence; aquele que deve ser ouvido e cujos conselhos devem ser seguidos.

Vemos, portanto, o aparecimento de uma entidade cuja linha de trabalho é marcada pela tolerância, rústica simplicidade e um profundo sentimento de caridade. Só quem sofreu na carne as desventuras da vida, pode entender ou se aproximar da compreensão do sofrimento alheio, porque é possível responder a toda violência sofrida, com amor, sem nenhum sentimento revanchista ou de vingança.

Característica típica da raça africana é o apego à vida, alegria que se manifesta em musicalidade e uma sabedoria ancestral quase biológica, que transparece na religião.

A forma como se apresenta nos terreiros de Umbanda, através dos médiuns, é como uma pessoa muito idosa, curvada pelos anos. Às vezes apoiado em uma bengala, com uma voz meiga, algo paternal que atrai a confiança e simpatia de quem ouve.
Com movimentos lentos, típicos de um ancião, geralmente senta-se em um pequeno banquinho ou num pedaço de tronco, fumando seu cachimbo de barro ou um cigarro de palha, queimando seu fumo de rolo.

Gosta de beber desde a cachaça branquinha até o vinho tinto bem forte ou um café amargo. Mas uma de suas bebidas favoritas é a polpa do coco verde, triturada no pilão e misturada com um pouco de pinga.

As histórias que ouvimos a respeito dos Pretos Velhos, são bastante variadas e pitorescas.

Dizem que em vida, foram grandes sacerdotes do culto dos Orixás; que viveram muitos anos devido a seus conhecimentos mágicos, alcançaram a sabedoria e usam estes conhecimentos misturados a um pouco de bruxaria, para os trabalhos de cura e descarrego.

Porém, algumas histórias nos dizem que eles foram homens comuns, que alcançaram a redenção espiritual através dos suplícios do cativeiro. A sua tolerância ao martírio, sem manifestar revolta ou ódio pelos seus algozes e o profundo amor indiscriminado pela humanidade, os ascendeu a um patamar de mestres espirituais.

Outros nos contam que, em vida terrena, os Pretos Velhos eram homens predestinados, encarnados para assegurar um lenitivo ao sofrimento dos escravos, e que, por sua bondade e sabedoria, cativaram a amizade até dos senhores brancos, a quem também acudia com conselhos e curas. Daí a sua relativa liberdade para atender, com suas curas, ao povo pobre e sua misteriosa longevidade que lhe proporcionava a fama de sábio e feiticeiro por viver muito mais que a maioria dos escravos comuns.

A idade avançada de um escravo, já era por si própria, digna de notoriedade, por fugir, muito, da realidade do cativeiro. Por isso, aquele elemento devia ter alguma coisa diferente.

Preto Velho também gosta de beber, em seu coité, uma mistura de folhas de saião, trituradas com mel e cachaça.

Um dos pratos típicos servido nas festas ou como oferenda ao Preto Velho, e o mais brasileiro de todos, é feijoada. Comida nascida no Brasil é o resultado de circunstâncias e do gênio da raça negra.

O feijão preto era o mais básico e barato alimento na senzala. Plantado, colhido e preparado pelos escravos, na própria fazenda em que trabalhavam, era, às vezes, enriquecido pelas sobras de carne da cozinha da casa grande (geralmente porco). As partes que o senhor branco não comia, como os pés, a orelha, a garganta, o rabo, o focinho, etc., iam direto para o tacho coletivo e assim nascia a feijoada.

A falange dos Pretos Velhos guarda sinais particulares e individuais da origem dos elementos que a compõem. Antigos escravos, estes ainda conservam certas designações que denunciam de qual nação ou tribo africana eram oriundos. Assim encontramos Pai Tião D’Angola, Vovó Maria Conga, Vovô Cambinda, Pai Joaquim de Aruanda, Pai Zeca da Candonga, todos com uma característica comum: a bondade e a doçura com que tratam os fiéis que os consultam, procurando um alívio para suas aflições.
Grandes conhecedores de magia, dos feitiços de Exú e das propriedades curativas das ervas, os Pretos Velhos usam também a fumaça de seus cachimbos, como os pagés e caboclos, para dissolver as cargas e energias negativas que envolvem as pessoas.
Trabalham com passes magnetizantes e indicam banhos de ervas para seus consulentes.
Porém uma de suas características mais marcantes é sua força psicológica. Sustentada pelo conhecimento espiritual, esta entidade surpreende e encanta.

Ensinando, com seu exemplo, a resignação aos golpes kármicos do destino.
Conhecido como o psicólogo dos pobres, o Preto Velho, embasado em sua rica experiência de vida e transpirando a sabedoria da idade, sabe, como ninguém, ouvir e entender os problemas de seus fiéis.

O grande segredo desta virtude está no perdão aos sofrimentos recebidos. Perdão este, sem discurso demagógico, que vem de um sentimento puro de desapego e humildade. Humildade. Talvez seja esta a palavra chave do carisma do Preto Velho.

A linha dos Pretos Velhos está dentro da “falange das almas”. Seres desencarnados que alcançaram uma luz espiritual e retornam, através dos médiuns, ao plano terreno, numa missão de caridade, como que resgatando uma dívida espiritual, ajudando os necessitados, tanto na parte física, com passes magnéticos, defumações e indicando ervas curativas, como na psicológica, com conselhos e amparo afetivo, praticando a bondade incondicional que lhes é inerente.

Estas entidades, dizem alguns, compõem uma linha ligada ao Orixá Omolú, voltada para a cura e lenitivo nas aflições dos pobres.

As contas pretas e brancas que formam a sua guia, denunciam uma similaridade de natureza com este Orixá – Omulú/Obaluaiê – ligado à terra e às doenças, dela provenientes, além do semelhante histórico de sofrimentos vividos.

Estes guias, normalmente, incorporam em seus médiuns, atendendo ao chamamento dos pontos cantados em sua homenagem, nos terreiros, mas podem também “baixar” pelo magnetismo de uma oração ou de uma concentração mental dos fiéis.

Dependendo da pureza ou da mestiçagem dos rituais de um centro espírita, podem ser usados atabaques, com seu toque característico da Umbanda, ou apenas cantos marcados pelo bater de palmas, como verificamos nos terreiros mais tradicionais que ainda conservam a liturgia simples e despojada dos primeiros terreiros de Umbanda.

A sua maneira característica de incorporação, com o dorso curvado, de andar lento e inseguro, procurando apoio numa bengala, indicam, instantaneamente, a natureza da entidade. Porém dizem alguns estudiosos que este comportamento é apenas uma faceta cultural, pois estas entidades, já não tendo o corpo material próprio, não poderiam se movimentar aparentando limitações físicas, que na maioria das vezes nem sequer são oriundas dos médiuns.

O seu discurso nas preleções e conselhos transpiram uma mensagem cristã de perdão e compaixão, evidenciando a influência dessa religião com as citações sobre Jesus e os santos católicos.

Uma perfeita mistura da moral cristã, com os costumes africanos e o conhecimento da medicina natural, com práticas de pajelança.

As guias usadas nos terreiros vêm da direta influência africana, porém, uma das guias preferidas pelos Pretos Velhos, é formada pelas contas de uma semente vegetal que varia do branco leitoso ao negro. Conhecida, popularmente, como lágrimas de Nossa Senhora, são extraídas de uma planta da família das gramíneas, entrelaçadas com dentes de porco selvagem, à moda indígena, crucifixos e outros fetiches africanos, como a figa de guiné, revelando a miscigenação cultural / religiosa brasileira.

Por pertencer à falange de entidades desencarnadas ou “linha das almas”, os Pretos Velhos sofrem uma discriminação nos terreiros afro-brasileiros mais tradicionais de Candomblé. Porém, apesar de não figurarem no rol exclusivista dos Orixás africanos, osPretos Velhos mantêm certo prestígio, não oficial, nos corações das pessoas que pertencem a cultos mais puristas.

Não raro vemos membros de Candomblés, muito exclusivistas, se renderem à docilidade e ao carisma desta entidade.

Talvez, devido aos laços culturais e étnicos que não podem negar e, também, por uma série de misteriosas histórias ouvidas, de que muitas dessas entidades foram, em vida, iniciados no culto dos Orixás. Muitos morreram sem ter quem lhes fizessem os ritos funerais que os separaria dos seus Orixás que foram assentados em suas cabeças e, portanto, estão indissoluvelmente ligados, no plano astral, ao ambiente mágico dos ancestrais de uma nação.

Devido ao seu modo peculiar de falar, com erros de gramática e concordância e com expressões roceiras, que demonstra a falta de instrução formal, os Pretos Velhossão menosprezados por alguns, como espíritos atrasados e de pouca luz. Porém seus defensores argumentam que a exatidão do português e o lirismo das palavras não indicam a elevação espiritual de ninguém. Sustentam que grandes vultos da história da humanidade, que possuíam uma retórica exemplar e uma personalidade magnética, foram grandes genocidas, como Hitler e tantos outros e que, se pudessem dirigir alguma mensagem mediúnica poderiam parecer espíritos bastante iluminados.

A qualidade da mensagem espiritual está no conteúdo, na compaixão que transparece nos atos e não na forma mecânica de sua construção.

Estas entidades, verdadeiros psicólogos, que falam a língua dos pobres e lhes tocam o coração, são grandes curadores no plano físico e espiritual, usando seu conhecimento fototerápico com defumações e banhos de limpeza astral, são mais eficientes em sua caridade do que os discursos filosóficos de uma intelectualidade distante da realidade.
Quando falamos dessa grande falange, referimo-nos também às entidades do gênero feminino, que povoam os terreiros com sua graça e candura. As Pretas Velhas, Vovó Maria Conga, Mãe Selma da Caconde, Tia Anastácia Cambinda, Mãe Rosa da Bahia e muitas outras.

A mesma história, vivida pelo gênero masculino, encontramos também entre estas entidades que passaram pelas mesmas agruras e conservaram em seu íntimo a bondade e o perdão.

As manifestações das Pretas Velhas seguem características semelhantes às dos Pretos Velhos.

O seu modo de incorporação, com uma postura curvada, o andar dificultoso e o gosto pelo cachimbo de barro com fumo de rolo.

Assim as Pretas Velhas, da Umbanda, são um referência de resignação e desprendimento, erradicando os sentimentos de raiva e ressentimento que poderiam advir das humilhações e torturas sofridas pelo seu povo no passado.

A condição do negro, após a escravidão, não mudou muito. Apesar disso, a postura solidária e mansa dessas entidades, tem sido um baluarte na valorização da cultura afro-brasileira, superando a estigmatição social de inferioridade, como um exemplo da grandeza espiritual do povo africano, que, apesar das atrocidades sofridas, soube semear exemplos de amor e caridade, exemplificando com suas vidas, a força da religião que souberam preservar.

Carinhosamente, também chamados de pai preto, estes guias ensinam uma importante lição de humildade e resignação diante das adversidades da vida, sem perder a alegria e o bom humor. É comum ouvir, dos mesmos, observações jocosas a respeito dos problemas. Simplificando o que parecia complicado, dando esperanças para fortalecer psicologicamente seu consulente, porque sabe que se fraquejarmos na lida da vida, os problemas se tornam maiores e não suportamos o fardo.

A grande lição que ensinam estas entidades é que colhemos o que plantamos. E esta é uma grande oportunidade para rever os erros cometidos, tomar consciência da nossa responsabilidade por nós mesmos na busca da felicidade.

A característica interessante é a forma descompromissada desta prática espiritual com o formalismo e austeridade presente em outras religiões. O adágio popular de que os velhos se parecem com crianças, tem um profundo senso prático no trabalho dos Pretos Velhos.

A informalidade e humildade destas entidades fazem os fiéis se sentirem descontraídos, como se estivessem na presença de um membro da família ou um velho amigo mais sábio, que lhes atende e aconselha falando francamente, procurando ajudar a resolver seus problemas.

Uma antiga história contada nos terreiros de Umbanda, fala de um escravo, cativo em uma fazenda de cana-de-açúcar no Nordeste, que desde que chegara ao Brasil, parecia ser predestinado à uma missão espiritual.

Missão esta, diziam, lhe ter sido outorgada por Oxalá. Apesar da dura vida no cativeiro, nunca se revoltou com o destino.

Grande conhecedor das ervas curativas e das mirongas de sua terra natal, pois fora um sacerdote iniciado no culto dos Orixás, tratava dos outros escravos, minimizando seus sofrimentos. A fama de seu trabalho de caridade chegou até a casa grande e passou também a assistir aos senhores brancos, sem nenhum traço de ressentimento.

Passou a ser chamado carinhosamente, por todos, de Pai Preto e passou a vida divulgando a prática da bondade incondicional.

Quando já estava velho, com quase 90 anos de idade, sua história chegou aos ouvidos de padres missionários, que, zelosos de sua catequese, decidiram ser Pai Preto um feiticeiro pagão que deveria morrer para servir de exemplo a quem ousasse interferir nos ensinamentos da Santa Igreja Católica.

Foi então dada a ordem para a sua execução. Porém até os senhores de engenho, que também muito lhe deviam por suas curas, resolveram burlar a ordem e esconder Pai Preto em local seguro, onde pudesse continuar a lhes prestar serviços. Mas a obstinação e a consciência de sua missão fizeram Pai Preto prosseguir, sem medo. Este continuava a trabalhar, em seu corpo espiritual.

Então as autoridades religiosas enviaram outra ordem: o “feiticeiro” devia ser desenterrado e sua cabeça separada do corpo e enterrada bem longe para que seus feitiços cessassem.

Desta vez, temerosos com as possíveis conseqüências da desobediência, seus amos resolveram matá-lo e fugir de complicações.

Assim, beirando os noventa anos, este ancião deixa o plano físico e começa uma nova missão no plano astral. Através dos médiuns que lhes servem de veículo, continua o trabalho de caridade e ajuda nos terreiros de Umbanda.

Afirmam outros que o verdadeiro nome de Pai Preto era Jeremias e que hoje é saudado como Pai Jeremias do Cruzeiro.

Toda a liturgia aparentemente caótica, nas incorporações do Preto Velho, demonstram um quadro clássico da Umbanda. Os fiéis, ignorando o que seus olhos vêem, enxergam não o médium, mas um velhinho negro alquebrado pela idade e pela vida, usando às vezes um chapéu de palha, outras um pano enrolado na cabeça, com um galho de arruda pendurado atrás da orelha, apoiado numa bengala, fumando um cachimbo ou um charuto, rindo e bebendo no seu coité de casca de coco, até café amargo, bebida que muito aprecia, e, por vezes mastigando uma rapadura.

É quase um membro da família, aquele vovô sábio e bondoso que todos gostariam de ter.

É quando todas as barreiras caem e as pessoas entregam, aos seus ouvidos pacientes, suas histórias e mazelas, sem nenhum pudor de confessar fracassos ou desilusões. Por que não se sentem falando a um estranho, mas a alguém que parece conhecê-los desde o início de suas vidas.

Usa uma vestimenta simples e branca, típica dos praticantes da Umbanda, lembrando a pureza de sentimentos e o vínculo simbólico com Oxalá, Pai criador dos homens e seu enorme amor pela humanidade

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Edgar · 72 vistos · 0 comentários
Categorias: CONTATO
24 Jan 2012 

(Autor desconhecido)
Umbanda é prática da Caridade. Mas Caridade não é colocar as pessoas no colo e resolver os problemas delas. Caridade não é apenas consolar, mas também Esclarecer.
E a Umbanda para isso, coloca inúmeras ferramentas energéticas, magísticas, espirituais e conscienciais a nossa disposição. Nós umbandistas temos o dever de repassar essas ferramentas, de fazer com que não apenas os médiuns e integrantes da corrente conheçam as “mirongas de Umbanda”, mas de forma simples e prática, devemos também repassá-las para que a assistência para que ela também se beneficie, quebrando sua dependência em relação aos guias.
Umbanda é Esclarecimento. Pois ela também nos Esclarece em relação ao mundo espiritual, as leis karmicas, de afinidades, a respeito dos Orixás e da família espiritual de cada um e do nosso papel perante todas essas diversidades.
Tantos são os assuntos que poderiam ser ventilados dentro dos terreiros para melhor desenvolvimento pessoal de cada um, pena que a maioria dos umbandistas estão mais preocupados com os fenômenos e com a manifestação física, esquecendo de se voltar para a filosofia espiritualista para sua doutrina que está no âmago e na sustentação da religião de Umbanda.
As pessoas insistem em ficar culpando a espiritualidade por suas condições pessoais, buscando jogar a culpa nos “Diabos”, mas esquecem que o verdadeiro “diabo” não é rabudo e nem tem chifres. Não é vermelhinho, nem anda com tridente algum. No entanto, espeta como ninguém, principalmente quando usa a auto-culpa das pessoas como meio comum para suas estocadas ocultas.
O verdadeiro diabo não é ostensivo, pelo contrário, é discreto demais, mas é radical em seus propósitos. Ele age na calada oculta do ego, sempre estimulando as reações extremadas, mesmo aquelas disfarçadas de causas justas, ou aquelas revestidas de aparente raciocínio crítico. Ele gosta dos corações empedernidos no ódio e das mentes ressequidas de orgulho.
O verdadeiro diabo não criou inferno algum, pois ele já o encontrou plasmado dentro das pessoas cheias de medo e culpa. E, para sua própria surpresa, descobriu que o tal inferno não é um lugar, mas um estado de consciência, mantido pelas próprias pessoas. E ainda mais: descobriu que ali não é quente, pelo contrário, é um clima sombrio e frio, sem o calor da luz e sem o viço da alegria.
Pois é, o inferno é um estado de consciência, e o diabo não é uma entidade maléfica à parte do ser humano, nem mesmo um ser criado por Deus. Não mesmo!
O verdadeiro diabo se chama IGNORÂNCIA, e as pessoas o adoram, principalmente os fundamentalistas de qualquer área, seja religiosa, técnica ou espiritualista, que simplesmente são os seus maiores divulgadores.
Esse é o diabo que precisa ser exorcizado dos homens: a ignorância em qualquer de suas manifestações.
Cuidado pois a SABEDORIA pode também se tornar ignorante. È isso mesmo a majestosa sabedoria, que é o acúmulo de conhecimentos vivenciados, através de uma nova personagem que é a VAIDADE pode se tornar sim ignorante.
O Poder da vaidade é tamanho que quando iniciamos em uma nova trajetória de conhecimento e chegamos num determinado momento dessa aprendizagem, começamos a pensar se devemos continuar e desvendar os objetivos daquele ensinamento ou se não já sabemos o suficiente e devemos parar.
Mas qual é o papel da vaidade senão proteger-nos de uma sabedoria que, se atingida, nos dará a capacidade para reconhecê-la, transferindo para nosso consciente o saber de como reconhecer atitudes de pura vaidade, tanto as nossas e quanto as das outras pessoas.
Não subestime sua vaidade! Na maior parte do tempo acreditamos que a controlamos ou mesmo que não a possuímos. Mas o que é isso senão a vaidade de não nos vermos como pessoas soberbas.
Quando somos obrigados a abandonar algo, que reconhecemos como fonte de algum prazer, alegando, por exemplo, que não temos interesse, é a vaidade novamente salvando-nos, ao satisfazer o inconsciente com a falsa percepção de que não carecemos desse prazer e, por isso, não continuamos adiante. Nesse momento, a vaidade troca a batalha da sabedoria que nos impulsionaria a encontrar formas para atingir aquele prazer, direcionando-nos diretamente para as glórias da ignorância que nos permite “imaginar saber” como seria desfrutar daquele prazer.
Mas, ter sabedoria é bem diferente de obter informação, pois, enquanto a informação se resume em quanto conteúdo que alguém pode assimilar sobre um determinado assunto, mesmo sendo este conteúdo fruto a sabedoria do outro; a sabedoria, na realidade, representa o processo psíquico que organiza de forma racional qualquer fato, acontecimento, informação ou pensamento, permitindo que nós mesmos reconheçamos seu conteúdo, e o colocamos em prática no nosso dia-a-dia.
Por sua vez, a ignorância é bem diferente de desconhecimento, pois, enquanto o desconhecimento representa apenas tudo àquilo que ainda não foi vivenciado ou apreciado por nossa razão, incorporando-se ao nosso inconsciente como conhecimento ou enquanto forma de saber; a ignorância é a consciência que temos da ausência do conhecimento.
Mas o que a vaidade tem a ver com tudo isso?
A vaidade surge em nossas vidas ainda na infância, quando passamos a ter a percepção de nós mesmos e com o tempo, enquanto evoluímos, ela evolui também. O problema é que a vaidade pode evoluir mais, ou menos, que nós mesmos evoluímos enquanto seres humanos e de forma “independente”, posto que a vaidade é fruto de nossa “psique”.
Ficou confuso! Mas, é isso mesmo! A vaidade evoluindo mais ou menos que nossa personalidade (nós mesmos), sempre influenciará nossas atitudes e, por ser “independente”, subjuga nossa sabedoria ou desperta nossa ignorância, evitando, assim, que atinjamos o saber, e passamos a barganhar com nós mesmos ofertas de um pouco de conhecimento ou algo que nos dê prazer.
Assim, a IGNORÂNCIA é a prisão da SABEDORIA e a VAIDADE sua fiel sentinela.
Então, esse é o momento de adquirir conhecimentos para transformar as experiências da vida em sabedoria, para assim vencer a ignorância e desfrutar de todo prazer que puder obter. Não desista ainda, pois se você chegou até aqui é porque seu inconsciente (sabedoria) está interessado em evoluir e, assim, poder tirar suas próprias conclusões com base no conhecimento (do saber) vencendo a ignorância (do desconhecimento).
Acredito que agora você já esteja conseguindo identificar a diferença entre possuir uma informação e ter conhecimento.
Quem nunca presenciou debates onde os participantes buscam primeiro defender seus pontos de vista de modo a sobressair aos do outro! Onde está o debate em torno do tema?
O que vemos aí é apenas a vaidade de cada um que, escondendo a ignorância, luta com os mais ardentes argumentos para que suas informações (desconhecimentos) não sejam vistas como inverdades (ignorância).
Infelizmente, nós criamos o hábito de valorizar, por pura vaidade, aqueles que, de alguma forma, mesmo que reprováveis, conseguiram alguma posição ou prestígio social, e quando fazemos isso, não nos damos conta de que nosso próprio esforço, conhecimento, realizações, etc, somente terão o reconhecimento merecido quando, de alguma forma, estivermos de outro lado, em igual situação.
Devemos aprender a valorizar o saber, o conhecimento. Um sábio acaba frustrando nossa vaidade, pois nos obriga a pensar para chegar às nossas próprias conclusões, mesmo com o risco de fracassar, ao passo que o ignorante apenas afirma o que já sabemos, dando-nos a falsa impressão de possuir tanto saber quanto ele, não nos acrescenta nada, mas acabamos nos sentindo valorizados. Vaidade, vaidade, vaidade… tudo é vaidade.
Lembre-se: Tem coisas que nenhum passe, nenhuma magia, nenhum banho ou defumação irá resolver. Mas talvez uma boa conversa, um bom livro ou apenas uma nova visão em relação à vida ou a situação possa ajudar a mudar.
A Umbanda está cheia de milagres e encantos, cheia de exemplos de superação, simplicidade e humildade. Mas esses milagres e encantos, esses exemplos são simples, acontecem a todo o momento, que acabamos por banalizá-los e não os percebendo. Faz-se necessário que deixemos nossa vaidade de lado, acabando com a ignorância, para que assim possamos seguir rumo a evolução proposta pela UMBANDA.
Então, escute, ouça, sinta… Seja um com Ele! Nisso reside todo Mistério.
Que Oxalá nos abençoe!!!

Edgar · 103 vistos · Deixe um comentário
Categorias: CONTATO
24 Jan 2012 

AS FALANGES DE TRABALHO NA UMBANDA


Texto extraído da internet. 
autor desconhecido.


Na Umbanda nós não incorporamos Orixás e sim os falangeiros dos Orixás que são entidades evoluídas espiritualmente que vêem trabalhar nas giras de Umbanda. 
Falanges: são agrupamentos de espíritos afins que possuem a mesma vibração.
São elas: pretos velhos, caboclos, exus, crianças, boiadeiros, ciganos, orientais e mestres que trabalham na cura. 

OS CABOCLOS 
São entidades, espíritos de índios brasileiros e Sul Americanos, que trabalham na caridade como verdadeiros conselheiros, nos ensinando a amar ao próximo e a natureza, são entidades que tem como missão principal o ensinamento da espiritualidade e o encorajamento da fé, pois é através da fé que tudo se consegue. 
Usam em seus trabalhos ervas que são passadas para banhos de limpeza e chás para a parte física, ajudam na vida material com trabalhos de magia positiva, que limpam a nossa áura e proporcionam uma energia de força que irá nos auxiliar para que consigamos o objetivo que desejamos, não existe trabalhos de magia que possam lhe dar empregos e favores, isso não é verdade, o trabalho que eles desenvolvem é o de encorajar o nosso espírito e prepara-lo para que nós consigamos o nosso objetivo. 
A magia praticada pêlos espíritos de caboclos e pretos velhos é sempre positiva, não existe na Umbanda trabalho de magia negativa, ao contrário, a Umbanda trabalha para desfazer a magia negativa. Eu sei que infelizmente, existem vários terreiros que praticam esta magia inferior, mas estes são os magos negros, que para disfarçar o seu verdadeiro propósito, se escondem em terreiros ditos de Umbanda para que possam atrair as pessoas e desenvolver as suas práticas negativas, com promessas falsas que sabemos nunca são atendidas. 
Mais graças a Oxalá, esses terreiros estão acabando, pois, o povo esta tendo um maior conhecimento e buscando a verdade e é através desse caminho, de busca da verdade, que esse templo de Umbanda pretende ensinar a todos, o verdadeiro caminho da fé. 
Os caboclos de Umbanda são entidades simples e através da sua simplicidade passam credibilidade e confiança a todos que os procuram, seus pontos riscados, grafia sagrada dos Orixás, traduzem a mais forte magia que existe atualmente, é através desses pontos que são feitas limpezas e evocações de elementais e Orixás para diversos fins, mais a frente falaremos um pouco mais sobre os pontos riscados de Umbanda. 
Nos seus trabalhos de magia costumam usar pembas, ( giz de várias cores imantados na energia de cada Orixá), velas, geralmente de cêra, essências, flores, ervas, frutas, charutos e incenso. Todo esse material será disposto encima de uma mandala ou ponto riscado, para que esse direcione o trabalho. 
Quando fazemos um trabalho para uma entidade de Umbanda e colocamos algum prato de comida, como pôr exemplo espigas de milho cozidas com mel, esta comida não é para o Caboclo comer, espíritos não precisam de comida, o alimento que esta ali depositado, serve como alimento espiritual, isto é, a energia que emana daquela comida e transmutada e utilizada para o trabalho de magia a favor do consulente, da mesma forma o charuto que a entidade esta fumando é usado para limpeza, do consulente através da fumaça e das orações que estas entidades fazem no momento da limpeza, são os chamados passes de Umbanda. 
Muitas vezes a Umbanda é criticada e chamada de baixo espiritismo, pois seus guias fumam e bebem, mais estas críticas se devem a uma falta de conhecimento da magia ritual que a Umbanda pratica, desde o início, com tanta maestria e poder, e sempre o fará para o bem de todos. 


OS PRETOS VELHOS

São espíritos de velhos africanos que foram trazidos para o Brasil como escravos e que trabalham na Umbanda como símbolos da fé e da humildade. Seus trabalhos são de ajuda aqueles que estão em dificuldade material ou emocional, sendo que, o seu trabalho se desenvolve mas para o lado emocional e físico, das pessoas que os procuram, sendo chamados, carinhosamente de psicólogos dos aflitos. 
Sua paciência em escutar os problemas e aflições dos consulentes, fazem deles as entidades mais procuradas na Umbanda, são chamados de Vovôs e Vovós da Umbanda. 
Também usam ervas em seus trabalhos de magia e principalmente para rezar pessoas doentes e crianças que estão com mal olhado, suas rezas são conhecidas como poderosas, usam também de patuás, saquinhos que são depositados elementos de magia e que os consulentes usam no corpo para proteção. 
Da mesma forma que os Caboclos, os Pretos Velhos usam cachimbos para limpeza espiritual, jogando sua fumaça sobre a pessoa que esta recebendo o passe e limpando a aura de larvas astrais e energias negativas. 

OS BOIADEIROS 
São espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em fazendas pôr todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas giras, sessões de encorporação na Umbanda. 
Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força e a vontade de conquistar, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta. 
Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para todos os fins. 

AS CRIANÇAS 
Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria e da honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa, atuam em qualquer tipo de trabalho, mas, são mais procurados para os casos de família e gravidez. 

OS EXUS 
são entidades em evolução, seu trabalho é dirigido, principalmente a defesa dos seus médiuns e a defesa do terreiro, porém, são muito procurados para resolver os problemas da vida sentimental e material. 
Costumam trabalhar com velas, charutos, cigarros, bebidas fortes, punhais em seus pontos riscados, pembas brancas, pretas e vermelhas . Devido ao seu temperamento forte e alegre costumam atrair bastante os consulentes , principalmente pôr que quando falam que vão ajudar certamente o farão.


Os Exús nas sete linhas de Umbanda:

Linha de Ogum: Exu Tranca Ruas das Almas, Exu tranca Ruas de Embaré, Exu Tranca Ruas das Sete Encruzilhadas, Exu Veludo, Exu Sete Encruzilhadas, Exu sete Facas, Exu da Mangueira e outros. 
Linha de Oxossi: Exu Marabô, Exu Tronqueira, Exu Mangueira e outros.
Linha de Xangô : Exu Marabô Toquinho, Exu Labareda, Exu do Lodo, Exu Pedra Negra e outros.
Linha de Yorimá : Exu Caveira, Exu Tata Caveira, Exu 7 covas, Exu Bananeira, Exu Mulambo, Exu 7 porteira e outros. 
Linha de Oxalá : Exu Tiriri, Exu Veludinho, Exu Gira Mundo, Exu Sete Encruzilhadas e outros.
Linha de Yemanja : Todas as Pombagiras. 
Linha de Yori : Todos os Exus mirins.


Para um melhor entendimento passarei agora as sete linhas de trabalho da Umbanda:


Linha de Oxalá: Esta linha é regida pôr Jesus Cristo e representa o princípio da criação, a luz divina que coordena todas as outras. Os guias principais desta linha são : Caboclo Urubatão de Guia, Caboclo Ubirajara, Caboclo Aymoré, Caboclo Guaracy, Caboclo Guarany e Caboclo Tupy. Estes guias são os chefes de falanges, mais existem os demais guias que pertencem a esta linha e trabalham na caridade, são eles: Caboclo Pena Branca, Caboclo Águia Branca, Caboclo Tupã, Caboclo Rompe Nuvem, Caboclo Tamoio, Caboclo Gira Sol e outros. O astro que rege esta linha é o Sol e tem como guardião o anjo Gabriel. 
Linha de Yemanja: Esta linha é regida pôr Nossa Senhora da Glória como principal mais tem também Nossa Senhora da Conceição, que é sincretizada com Oxúm, representa a Divina Mãe, a energia feminina e da natureza da água, a gestação e a fecundação. Os guias principais desta linha são : Cabocla Yara, Cabocla indayá, Cabocla Estrela do mar, Cabocla Nanã, Cabocla Sereia do Mar, Cabocla Oxúm, Cabocla Iansã. Outros guias que trabalham nesta linha são: Cabocla Jandira, Cabocla Iracema, Cabocla Jupira, Cabocla Jacira, Cabocla da Praia, Cabocla Juçanã, Cabocla Sete Ondas, Cabocla Estrela Dalva e outras.
O astro que rege esta linha é a Lua e tem como guardião o anjo Rafael. 
Linha de Xangô : Esta linha é regida pôr São Jerônimo como principal, mais, São João Batista, São Pedro e São Paulo, também regem esta linha como sincretismo de Xangô Kaô e Agodô ou Aganjú. Representa a Justiça Divina, a lei Kármica, é o dirigente das almas, o senhor da balança Universal que afere o nosso estado espiritual. Os guias principais desta linha são : Xangô Kaô, Caboclo Sete Montanhas, Caboclo Sete Pedreiras, Xangô da Pedra Preta, Xangô da Pedra Branca, Caboclo Sete Cachoeiras e Xangô Agodô. Outros guias que trabalham nesta linha são: Caboclo Cachoeira, Caboclo Junco Verde, Caboclo Gira Mundo, Caboclo Cachoeirinha, Caboclo Sumaré, Caboclo Rompe Montanha, Caboclo Ventania, Caboclo Rompe Serra e outros. O astro que rege esta linha é Júpiter e tem como guardião o anjo Miguel. 
Linha de Ogum: Esta linha é regida pôr São Jorge representa o fogo da Salvação, a linha das demandas da fé, das aflições, das lutas e batalhas. Os guias principais desta linha são : Ogum de Lei, Ogum Yara, Ogum Megê, Ogum Rompe Mato, Ogum de malê, Ogum Beira Mar, Ogum Matinada. Outras entidades conhecidas que trabalham nesta linha são: Ogum Sete Espadas, Ogum Sete Lanças, Ogum Sete Escudos, Caboclo Timbiri, Caboclo Tira Teima, Caboclo Humaitá, Caboclo Rompe Mato, Caboclo Araguarí e outros.
O astro que rege esta linha é Marte e tem como guardião o anjo Samuel. Nesta linha também trabalham os Exus de Umbanda. 
Linha de Oxosse: Esta linha é regida pôr São Sebastião, representa o Caçador das Almas, o mestre que ensina a doutrina e pratica a catequese dos filhos que o procuram. Os guias principais desta linha são : Caboclo Arranca Toco, Cabocla Jurema, Caboclo Araribóia, Caboclo Guiné, Caboclo Arruda, Caboclo Pena Branca e Caboclo Cobra Coral. Outras entidades que trabalham nesta linha são : Caboclo Pena Azul, Caboclo Pena Verde, Caboclo Pena Dourada, Caboclo Tupinanbá, Caboclo Tabajara, Caboclo Sete Flechas, Caboclo Tupiára, Caboclo Tupiaçú, Caboclo Mata Virgem, Caboclo Rei da Mata, Caboclo Pery, Caboclo Rompe Folha, Caboclo Paraguassu, Caboclo Arerê, Caboclo Coqueiro, Caboclo Sete Palmeiras, Caboclo Juremá, Caboclo Folha Verde e outros. O astro que corresponde a esta linha é Vênus e o guardião é o anjo Ismael. 
Linha de Yori: Esta linha é regida pôr São Cosme e São Damião, é a linha da Ibejada que são as crianças, representa a alegria, a luz da espiritualidade, a ingenuidade e lealdade infantil. Os guias principais desta linha são: Tupanzinho, Ori, Yariri, Doum, Yari, Damião e Cosme. Outros guias que trabalham neta linha são : Crispim, Crispiniano, Mariazinha, Zequinha, Chiquinho, Luizinho, Joãozinho, Paulinho, Luizinha, Ana Maria, Joaninha e outros. O astro que corresponde a esta linha é Mercúrio, e o guardião é o anjo Yoriel. 
Linha de Yorimá: Esta linha é regida por São Lázaro e São Roque respectivamente sincretizados com Obaluaê e Omolú, é a linha dos pretos velho ou linha das almas, representa a palavra da lei, a linha das magias. É composta pêlos espíritos que tem a missão de combater o mal e todas as suas manifestações. São os Senhores da Magia. Os guias principais desta linha são : Pai Guiné, Pai Tomé, Pai Arruda, Pai Congo de Aruanda, Maria Conga, Pai Benedito e Pai Joaquim. Outras entidades que trabalham nesta linha são : Pai João, Pai Jacob, Vovó Ana, Vovó Cambinda, Pai Cipriano, Pai Simplício, Tia Chica, Pai Chico, Pai Miguel, Vovó Catarina, Pai Congo do Mar, Pai Mané, Pai Antônio, Pai Congo, Pai Moçambique, Pai Zé, Pai Fabrício, Pai Jovino, Pai Tomás, Vovó Luiza e outros. O astro que corresponde a esta linha é Saturno e o guardião é o anjo Iramael. 
Estas são as Sete Linhas de Umbanda e seus guias principais, existem outros guias que não foram citados, mais não dá para falar todos os nomes das entidades que trabalham nas giras da nossa querida Umbanda.


OS TRABALHOS DESENVOLVIDOS NA UMBANDA


A Umbanda trabalha com sessões públicas, onde os espíritos guias incorporam em médiuns preparados e através da palavra de amor ajudam a todos que os procuram. 
Trabalha também com a magia para desfazer encantos maléficos e para limpar a aura dos que precisam. 
Todos os trabalhos desenvolvidos na UMBANDA são executados pôr entidades guias como caboclos, pretos velhos, crianças, boiadeiros e exus, que são espíritos em evolução mais próximos a nós do plano terrestre e guias orientais que trabalham na cura de males físicos e espirituais. 

AS CORES E ELEMENTOS DE CADA ORIXÁ NA UMBANDA


OGUM - A cor é vermelho e branco, predominando o vermelho, sua erva é folha de arueira, mangueira, espada de são jorge, seu símbolo é a espada, sua saudação é ogunhê patacurí ogum, sua guia é de cristal em contas vermelhas e brancas com firma vermelha, sua pedra é a ágata de fogo, rubí, sárdio e garnet, sua essência é violeta, seu metal é o ferro, seu número é o três, sua comida preferida é inhame acará assado com palitos de dendezeiro, ele come também feijão preto cozido com camarão seco dendê e cebola, feijoada, inhame cozido com mel, sua bebida é o vinho de palma ou vinho tinto ou cerveja branca, sua fruta é manga espada, seu dia é terça-feira, é sincretizado com São Jorge.

OXOSSI - A cor é verde, vermelha e branca predominando o verde, sua erva é folha de guiné, peregum, mangueira, seu símbolo é o arco e a flecha, sua saudação é okearô oxossi coquê maió, sua guia é de cristal verde, vermelha e branca com firma branca, sua pedra é jasper verde, quartzo verde, esmeralda, sua essência é eucalipto,

sândalo, seu metal é o latão branco, seu número é o cinco, sua comida é o axoxô, milho de galinha cozido com coco e mel, sua bebida é o vinho rosado ou tinto, sua fruta é cajá, maracujá, mamão, seu dia é quinta-feira, é sincretizado com São Sebastião. 
XANGÔ - Sua cor é o marrom, sua erva é elevante, abre caminho, manjericão, seu símbolo é a machada e o raio que ele divide com iansã, sua saudação é kaô kabecilê, sua guia é de contas de cristal marrom, sua pedra é topázio e citrino, sua essência é de morango, seu metal é o bronze e o cobre, seu número é o seis, sua comida é o amalá, quiabos cortados em rodelas pequenas refogado com dendê, cebola e camarão seco com 7 ou 9 quiabos inteiros formando a sua coroa ou quiabos contados em cruz amassados com mel, o ajebó, sua bebida é cerveja preta, sua fruta é caquí, manga rosa, mamão, cajá manga, seu dia é quarta-feira, é sincretizado com são Jerônimo e são João Batista. 
OXALÁ - Sua cor é o branco, sua erva é boldo, manjericão, seu símbolo é o opachorô, cetro de metal branco com os símbolos da criação, sua saudação é acheuepa babá, sua guia é de contas brancas de louça com firma branca, sua pedra é o cristal branco, sua essência é de alfazema e mirra, seu metal é o ouro amarelo e branco e o estanho, seu número é o 16 e o 10, sua comida é a canjica de milho branco cozida com mel e o acaçá no leite de coco, sua bebida e o aluá de oxalá ou vinho de palma, sua fruta é pêra, uva verde, maçã verde, seu dia é sexta-feira, é sincretizado com Jesus Cristo. 
EXÚ - Sua cor é o vermelho e preto, sua erva é folha da fortuna, seu símbolo é o tridente, sua saudação é laroiê cobaralô exú mojubá ê, sua guia é vermelha e preta de louça ou cristal, sua pedra é a ágata de fogo ou ágata vermelha, sua essência é cedro ou verbena, seu metal é o ferro que ele divide com ogum e o mercúrio, seu número é o sete, sua comida é o padê de exú, farinha de mesa ou fubá misturados com dendê ou cachaça em um alguidar, sua bebida é a cachaça ou bebidas fortes, sua fruta é cajá e amêndoa, seu dia é segunda-feira, têm como guardião Santo Antônio. 
OBALUAÊ - Sua cor é o preto e branco, sua erva é canela de velho, guiné, seu símbolo é o brajá de búzios, xaxará, instrumento de obaluaê como um chocalho, sua saudação é atotô ajoberu, sua guia é de contas pretas e brancas de louça, sua pedra é a turmalina negra e ônix, sua essência é de cravo e canela, seu metal é o bronze, seu número é o 21 e o 9, sua comida é o doburu milho de pipoca estourados na areia da praia, sua bebida é o vinho de palma e o aluá de obaluaê ou vinho moscatel, sua fruta é fruta do conde, abacaxi, seu dia é segunda-feira, é sincretizado com São Lázaro ou São Roque. 
OXUMAÊ - Sua cor são as cores do arco-íris, sua erva é o pente de oxumarê e a folha de tangerina, seu símbolo é o arco-íris e a cobra, sua saudação é arroboboi, sua guia é de contas amarelas e verde de louça com firma verde, sua pedra é a turmalina colorida ou melancia como é conhecida, sua essência é de bergamota ou de rosas, seu metal é o ouro amarelo e o latão branco ou amarelo, seu número é o 13, sua comida é batata doce cozida amassada com mel e dendê colocadas em forma de cobra, sua bebida é o aluá de oxumarê e vinho branco, sua fruta é uva rosada, melancia, seu dia é sábado, é sincretizado com São Bartolomeu. O arco-íris é o elemento da natureza que representa Oxumarê. 
OXÚM - Sua cor é o azul e branco, sua erva é folha de colônia, oriri e lírios, seu símbolo é o espelho e o coração, sua saudação é oraieieô, sua guia é de contas azuis e brancas de cristal com firma azul, sua pedra é a sodalita e a pirita, sua essência é angélica, seu metal é o ouro amarelo, seu número é o 6 e o 8, sua comida é o omolocum, feijão fradinho cozido refogado com dendê camarão seco e cebola, sua bebida é o aluá de oxum, sua fruta é melão, uva verde, seu dia é sábado, é sincretizado com Nossa Senhora da Conceição. 
IANSÃ - Sua cor é o amarelo ou coral, sua erva é espada de iansã ou para raio, seu símbolo é o raio, sua saudação é eparei oyá, sua guia é de contas amarelas de louça ou cristal, sua pedra é o quartzo rosa, sua essência é benjoim, seu metal é o bronze e o cobre, seu número é o 7 e o 9, sua comida é acarajé feito com feijão fradinho descascado e moído misturado com cebola e camarão seco e fritos no dendê, mel ou azeite doce, sua bebida é o aluá de iansã, sua fruta é a manga rosa, seu dia é quarta-feira, é sincretizada com Santa Bárbara. 
YEMANJÁ - Sua cor é o branco cristal, sua erva é santa luzia , rama de leite e colônia, seu símbolo é o peixe e a estrela de cinco pontas, sua saudação é odoiá eruiá yemonjá, sua guia é de cristal, sua pedra é a pérola e a turquesa, sua essência é de jasmim, seu metal é a prata e o ouro branco, seu número é o 10, o 7 e o 12, sua comida é o peixe assado ou cozido com azeite doce camarão seco e cebola ou a canjica cozida com mel e maçã em rodelas, sua bebida é o aluá de yemanjá, sua fruta é a maçã, pêra e uvas verdes, seu dia é sábado, é sincretizada com Nossa Senhora da Glória. 
NANÃ - Sua cor é o violeta ou roxo, sua erva é o manjericão da folha roxa, folha de limão, seu símbolo é o ibiri que ela traz na mão para afastar a morte, sua saudação é saluba nanã boruquê, sua guia é de contas de cristal roxa, sua pedra é a ametista, sua essência é de limão, seu metal é o estanho e o bronze, seu número é o 7 e o 21, sua comida é feijão preto cozido com folha de taioba cebola e camarão seco, repolho roxo cozido com arroz cebola e camarão seco, sua bebida é o aluá de nanã, sua fruta é o limão e a laranja, seu dia é sábado, é sincretizada com Santana. 

OS SACRAMENTOS DA UMBANDA


A Umbanda trabalha com alguns sacramentos que são parecidos com os da Igreja Católica, que são: casamento, funeral e batismo. 
O casamento é realizado pelo guia chefe da casa ou pelo sacerdote responsável pêlo centro, e não pertence só aos médiuns da casa, qualquer um que deseje casar-se na Umbanda pode
pedir este sacramento. 
O funeral é realizado pelo sacerdote do terreiro e sofre alterações de acordo com a condição do morto, se é iniciádo na Umbanda ou não. 
O batismo é realizado sempre pêlo guia chefe do terreiro e pode ser para crianças ou adultos e também não se restringe apenas aos médiuns da casa. 
Os outros sacramentos da Umbanda são referentes aos graus de iniciação dos médiuns da casa, são eles:

  • Amaci: ritual de lavagem da cabeça do médium, já desenvolvido, com ervas e outros elementos rituais, que consiste na preparação da vibração deste médium para encorporar o seu guia protetor de umbanda, que se manifestará no ritual e dirá qual o trabalho que aquele médium irá desenvolver na umbanda.
  • Confirmação: ritual para médiuns que completam 21 anos de idade carnal, e já pertencem a umbanda e possuem o amaci.
  • Deitadas: ritual em que o médium da casa é recolhido com oferendas para o seu orixá e exús para fortalecer a sua mediunidade.
  • Feitura: ritual de iniciação na umbanda que consiste em vários rituais de limpeza e em um recolhimento, que pode variar de 3 a 7 dias, de acordo com o orixá da pessoa, e saída do orixá principal e do guia protetor do médium.
  • Coroação: para médiuns já com feitura e que possuem a missão de se tornarem zeladores de umbanda.

Todos estes rituais são realizados pelo zelador do terreiro acompanhado pelo pai pequeno da casa. 

Apresentação das Entidades:

"Forma e apresentação dos Espíritos na Umbanda" 
Ao penetrarmos neste assunto, sabemos, de antemão, que vamos contrariar uma grande parte do movimento umbandista, ainda aferrada a antigas visões, porém, nosso objetivo é separar o joio do trigo, pela estranha confusão que o fanatismo, irmão do feiticismo, faz das Formas ou Roupagens Fluídicas que os Orixás, Guias e Protetores usam nosso movimento UMBANDISTA.

Não devemos, em absoluto, aceitar as descrições fantásticas que "videntes", intoxicados de animismo, fazem de supostas entidades Alguns vêem Oguns Japoneses, Mongóis, Tibetanos e até Romanos, de couraças, espadas ou cimitarras flamejantes, quando não é um "Xangô" chinês, na aparência de um velho mandarim...Outras vezes, afirmam que Oxossi é um jovem hindu ou italiano, de cabelos semicompridos, com um manto púrpura ou um homem de cor morena-jambo, com uma faixa na cinta e três flechas enfiadas no corpo, tal e qual o modelo fabricado pelos fabricantes de santo. 
A umbanda é a Lei regida por princípios e regras em harmonia que não podemos alterar pela simples vontade; todos os que conscientemente, tentaram alterá-la, sofreram diferentes dissabores. 
Repetimos e afirmamos: a Umbanda é o movimento do Círculo Inicial do Triângulo e este, é o Ternário ou a Tríade, que exterioriza suas vibrações através das Três Formas ordenadas pela Lei, que são místicas pois simbolizam: 
A pureza, que nega o vício, o egoísmo e a ambição;
A simplicidade, que é o oposto da vaidade, do luxo e da ostentação;
A humildade, que encerra os Princípios do amor, do sacrifício, e da paciência, ou seja, a negação do poder temporal...
As três formas que simbolizam estas virtudes são as de Crianças, Caboclos e Pretos-Velhos, que ainda traduzem: o Princípio ou Nascer, o Meio ou a Plenitude da Força e a Velhice ou o Descanso, isto é a consciência em calma, o abandono das coisas materiais...o esquecimento do ilusório para o começo da realidade. 
No entanto, o Espírito, o nosso eu Real, jamais revelou, nem revelará, a sua verdadeira essência e "forma", compreenda-se bem, sua "forma-essencial". 
Ele externa sua consciência, seu livre arbítrio, por sua alma, pelo corpo mental, que engendra os elementos para a formação do denominado Corpo Astral ou Perispírito, que é uma "forma durável", fixa, podemos dizer.
Tentaremos então explicar, que o espírito não tem Pátria, porém, conserva em si ou forma a sua alma pelos caracteres psíquicos de vários renascimentos, em diferentes Pátrias. 
No entretanto, o conjunto desses caracteres psíquicos experimentais contribui para formar a sua personalidade moral e mental, influindo decisivamente na "forma" de seu corpo astral e mesmo na física quando encarnado.
Poderá, pelo resgate, elevar-se ou evoluir tanto, espiritualmente, que sua imediata condição estando de tal forma purificada, anula completamente os caracteres pessoais de sua última encarnação, e o seu corpo astral pode tomar uma "forma etérica" que apaga, em aparência, aquela que caracterizou esta passagem pelo "mundo da forma humana".
Assim, devemos concluir que existe maior quantidade de formas astrais feias, baixas, de aspectos brutais, reveladoras do atraso mental de seus ocupantes espirituais, do que formas belas que expressam a LUZ, a consciência evolutiva. 
Os ocupantes das formas que revelam um Karma limpo, uma iluminação interior, é que são chamados a cumprir missão na Lei de Umbanda, e por seus conhecimentos e afinidades, são ordenados em uma das Três Formas já citadas... velando assim suas próprias vestimentas karmânicas.
Esta metamorfose é comum aos que tomam a função de Orixás ou Guias que assim procedem, escolhendo por afinidade uma dessas formas em que muito sofreram e evoluíram numa encarnação passada. 
Para os que estão classificados como Protetores, em quase maioria, não se faz necessário essa transformação, porque conservam ainda uma das três formas em seus corpos astrais, quais sejam: CABOCLOS,CRIANÇAS e PRETOS- VELHOS. 
Saibam todos que tudo isso não é mera concepção nossa; obedece a lógica, ao estudo e a experiência, verificadas em centenas de aparelhos(médiuns), através das respostas de suas entidades sobre o assunto.
Senão, vejamos na mais simples e clara das provas: perguntem, através de um bom aparelho(médium) que não seja do qualificado de "consciente" a qualquer Guia, quer de Xangô, Ogum, Orixalá, Yemanjá, etc, se ele é japonês, chinês, inglês ou italiano... 
Na certa responderá que não, pois, no momento, está ordenado por uma dessas vibrações ou linhas, e dirá por exemplo: sou um ogum, orixá e caboclo ou dirá, Caboclo X da Falange de Ogum Yara, Ogum Megê ou Ogum de Lei, etc... 
Se forem entidades que se apresentam como Crianças, responderão por exemplo: sou Yariri, orixá da vibração ou linha de Yori, ou então, sou "X" da falange de Yariri, Doum ou Ori, etc.Perguntem, ainda, a um que se apresente como Preto-Velho, e ele dirá que é Pai "X", por afinidade, um Congo, um Angola, um Cambinda, etc. Da Vibração de Yorimá, ou da Falange de um Pai-Arruda, Pai-Guiné, Pai-Tomé que são orixás, isto é, chefiam Legião ou Falange. 
Como poderão compreender, tudo gira e se expressa nas Três Formas, ou seja, na Tríade, que, por analogia, é o reflexo da Trilogia Sagrada, o Ternário Humano, sintetizado na Unidade que é a manifestação de DEUS.
"O número três reina por toda parte no Universo" disse ZOROASTRO, e este Universo é Tríplice em suas três esferas concêntricas; o Mundo Natural, o Mundo Humano, e o Mundo Divino. Até no homem são três as partes que o formam: Corpo, Alma, Espírito. Porque foi da combinação de Três Forças Primordiais (Espírito, Alma, Matéria) que surgiu a forma dos seres que povoam os Universos dentro do Cosmo, limitado e ilimitado em si mesmo.
Ainda é a força sagrada do número três que forma os cultos trinitários. Exemplos: na Índia com BRAHMA, VISNU e SHIVA; a própria unidade do cristianismo com o PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO; no EGITO é OSÍRIS, ÍRIS e HóROS; na CHINA, é BRAHMA, SHIVA e BUDA; na PÉRSIA de ZOROASTRO, era OZMUD, ARIHMAN e MITRA; na primitiva GERMÂNIA, era VOTAM, FRIGA e DINAR; os ORFÍCOS, na Grécia, apelidavam de ZEUS, DEMÉTER e DIONISIUS; na antiga CANAAM era BAAL, ASTARTÈ e ADONIS ECHEMUN...e os CABIRAS, povos de inconcebível Antigüidade, regiam seus mistérios de forma trinitária, com EA (pai), ISTAR (mãe) e TAMUZ (filho) e por fim vamos chegar à Umbanda com IAMBY(ZAMBY) YEMANJÁ e ORIXALÁ (ou OXALÁ). 
Citamos tudo isso, para que possa conceber, com provas comparadas, que as formas na Umbanda de Crianças, Caboclos e Pretos-Velhos, obedecem a uma Lei. Não é simples imaginação de A ou B. Segue o mistério do número três...é a confirmação de uma trilogia religiosa. 
Quando à chamada apresentação desses Espíritos, cremos ter ficado patente que o fazem sempre e invariavelmente dentro dessas três roupagens fluídicas como Orixás, Guias e grande percentagem dos que chamamos de Protetores, porque, parte destes, não necessita dessa adaptação, por já conservarem como próprias.
Nesta altura, faz-se necessário uma elucidação: sabemos, pelos ensinamentos dos Orixás, que essa Lei, essa Umbanda, é vivente em outros países, talvez não definida ainda com este nome, porém, os princípios e regras serão os mesmos. Quanto às "formas" são ou poderão ser as três que simbolizem, nestes países, os mesmos qualificativos que os nossos, ou sejam os mesmos no Brasil(Pureza,Simplicidade e Humildade).

Agora por suas apresentações nos aparelhos (médium) devemos compreender como:características tríplices das manifestações chamadas incorporativas, que se externam: 
Pelas flexões fisionômicas, vocais e psíquicas;
Pelo ponto cantado ou prece;
Pelos sinais riscados, ou pontos de pemba;
E essas características, salvo situações especiais, são inalteráveis em qualquer aparelhos, cujo Dom real o qualifique como Inconsciente(totalmente dirigido) ou Semi-Inconsciente(parcialmente dirigido). 
Então vamos passar a identificar, de um modo geral, os sinais exteriores, os fluídos atuantes e as tendências principais dos Orixás, Guias e Protetores, através de suas "máquinas transmissoras" pelas Vibrações ou Linhas, em número de SETE:

LINHA OU VIBRAÇÃO DE ORIXALÁ - Estas Entidades usam roupagem de Caboclos. São as mais perfeitas nas manifestações. Não fumam, mesmo no grau de Protetores, e não gostam de ser solicitadas sem um motivo imperioso além das 21 horas. Suas vibrações fluídicas começam se fixando pela cabeça, por cima, na altura da glândula pineal e vai até aos ombros, com uma sensação de friagem pelo rosto, tórax, e certo nervosismo que se comunica de leve ao Plexo Solar. A respiração faz-se quase somente pela narina direita, entrecortada de suspiros longos. O movimento que indica o controle na matéria vem com um sacolejo quase que geral no corpo. 
Falam calmo, compassado e se expressam sempre com elevação, conservando a cabeça do aparelho(médium), ora baixa ora semi levantada... 
Seus pontos cantados são verdadeiras invocações de grande misticismo, dificilmente escutados hoje em dia, pois é raro assumirem uma "chefia de cabeça" e quase nunca uma função auxiliar efetiva (um dos Orixás Chefes, senão o mais antigo, é o Caboclo Urubatão; o autor, em seu eterno "peregrinar" em incontáveis "terreiros", teve momentos de verdadeira "agonia mental" quando era obrigado a cumprimentar "aparelhos" com "encosto" de Exu, dizendo-se, por vaidade ou puro animismo, ser aquela entidade. Esta "agonia" era por ver as tremendas falhas da "representação", vistas e sentidas por seus próprios companheiros, que olhavam a "cena" divertidos e irônicos). 
Baixam raras vezes e só o fazem a miúdo, quando encontram a mediunidade de um ou outro em excelente estado mental, e moral. 
Seus sinais riscados são quase sempre curvos e formam desenhos de grande beleza: dão a Flecha, Chave e Raiz. 
As entidades apresentam-se invariavelmente calmas, quase não falam, consultam pouco e não assumem "chefia de cabeça", porém são sempre auxiliares.

LINHA OU VIBRAÇÃO DE YEMANJÁ - Fazem sentir seus fluídos de ligação pela cabeça, braços e joelhos. Balançam o corpo do aparelho (médium) suavemente, levantando os braços em sentido horizontal, flexionando e tremulando as mãos, arfando um pouco o tórax, pela elevação respiratória e balançando a cabeça, tomam o controle do médium. Não dão gemidos lancinantes nem fazem corrupios com um copo de água seguro pelas mãos no alto da cabeça como se estivessem em exibição circense. 
Gostam, isso sim, de trabalhar com água salgada ou de mar, fixando vibrações, porém serenos sem encenações. Suas preces cantadas ou "pontos" tem o ritmo triste, falam sempre no mar e em Orixás de sua linha. Seus pontos riscados são de contornos longos e dão a Flecha, a Chave e a Raiz.

LINHA OU VIBRAÇÃO DE YORI - Essas entidades, altamente evoluídas, externam pela máquina física, maneiras e vozes infantis, mas de modo sereno, às vezes apenas um pouco vivas. Nunca essas ridicularias, onde certos "cavalos", usando e abusando do chamado Dom "consciente", expelem seus subconscientes atulhados de supertições e vícios de origens, com gritos e " representações fúteis." 
Atiram seus fluídos sacudindo ligeiramente os braços e as pernas e tomam rapidamente o aparelho pelo mental. 
Gostam quando no plano de Protetores, de sentar no chão e comer coisas doces, mas sem desmandos. 
Dão consultas profundas e são os únicos que adiantam algumas provações que ainda temos que passar, se insistirmos nisso. Tornamos a lembrar, isso, apenas se estiverem em aparelhos(médiuns) de excelente grau mediúnico. 
Suas preces cantadas falam muito em Papai e Mamãe do Céu e em mantos sagrados. São melodias alegres, umas vezes, tristes , e não esses ritmos estilizados que é comum ouvirmos. 
Seus pontos riscados são curtos e bastante cruzados pela Flecha, Chave e Raiz.

LINHA OU VIBRAÇÃO DE XANGÔ - Essas entidades usam a forma de Caboclos, e se entrosam no Corpo Astral de maneira semibrusca, refletindo-se em arrancos no físico; suas vibrações atingem logo o consciente do aparelho (médium), forçando-o do tórax a cabeça, em movimentos de meia rotação e pela insuflação de suas veias do pescoço, com aceleração pronunciada do ritmo cardíaco, na respiração ofegante, até normalizarem seu domínio físico. 
Emitem não um urro histérico alucinado que traduzem como "KA-Ô", acentuando as sílabas, e sim uma espécie de som silvado, da garganta para os lábios, que parece externar o ruído de uma cachoeira ou de um surdo trovejar... 
Não gostam de falar muito. Seus pontos cantados são sérias invocações, de imagens fortes e podem ser cantados em vozes baixas. 
Seus pontos de pemba ou sinais riscados fixam o mistério da Flecha, Chave e da Raiz.

LINHA OU VIBRAÇÃO DE OGUM - Têm a forma de Caboclos. Estas entidades vibram também com força sobre o Corpo Astral, fixando seus fluídos pelas costas e cabeças, precipitam a respiração e tomam o controle do físico, quando o alteram para um porte desempenado.Geralmente dão uma espécie de "brado" que, num bom aparelho, se entende bem as duas sílabas da palavra OG-UM, como invocação à Vibração que o ordena. 
Jamais esses brados podem ser confundidos com certos "uivos e latidos" que se escutam em "alguns" lugares, em pessoas que se dizem mediunizadas(encorporadas), com esgar e olhos injetados de vermelho, que indicam bebida alcoólica ou auto sugestão. 
Esses espíritos gostam de andar de um lado para outro e falam de maneira forte, vibrante e em todas suas atitudes demonstram vivacidade. Suas preces cantadas ou pontos traduzem invocações para a luta da fé, demandas, etc. 
Seus pontos riscados são semicurvos e revelam a força da Lei de Pemba pela Flecha, Chave e Raiz.

LINHA OU VIBRAÇÃO DE OXOSSI - Têm a forma de Caboclos; os Orixás, Guias e Protetores são suaves em suas apresentações ou incorporações. Jogam seus fluídos pelas pernas, com tremores e ligeiras flexões das mesmas(nesta altura daremos um alerta aos irmãos de todos os graus que forem aparelhos em função de chefia:é de proporção assustadora que se observa na maioria dos aparelhos que diz incorporar caboclos, principalmente de Oxossi , um vício ou uma propensão oriunda do subconsciente, fortemente influenciado por "conhecimentos externos", em simularem um aleijão da perna, geralmente a esquerda, como se todos os espíritos, na forma de caboclos, fossem ou tivessem sido defeituosos da dita perna. Um Orixá de luz, um Guia evoluído, não conserva em sua forma astral, essa mazela, que deixou através do resgate purificador dos erros que geraram aquela encarnação, que ficou apenas como experiência de uma fase escura de seu passado...talvez que, um ou outro, no grau de Protetores, por necessidade de seu próprio KARMA, conserve essa conseqüência, mas daí generalizar o hábito, não passa de infantilidade, ou então, acham que devem conservar uma perna flexionada, conforme a tem a imagem de S. Sebastião, supondo que todos os caboclos são seus enviados e obrigados a manter a mesma postura...) 
Assim, como vínhamos dizendo, essas entidades fluem suavemente pela cabeça até a posse total ou parcial. 
Falam de maneira serena e seus passes são calmos, assim como seus conselhos e trabalhos. 
Suas preces cantadas traduzem beleza nas imagens e na música: são invocações, geralmente tristes, as forças da Espiritualidade e da Natureza. 
Os pontos riscados são de sinais elegantes, pela Flecha, Chave e Raiz. 

LINHA OU VIBRAÇÃO DE YORIMÁ - Essas entidades são verdadeiros magos, senhores da experiência e do conhecimento em toda espécie de magia. São os Orixás-Velhos da Lei de Umbanda - São donos dos mistérios da "Pemba" nos sinais riscados, da natureza e da Alma Humana. 
Têm a forma de pretos-velhos e se apresentando humildemente, falando um pouco embrulhado, mas, sendo necessário, usam a linguagem correta do aparelho(médium) ou do consulente. 
Geralmente gostam de trabalhar e consultar sentados, fumando cachimbo, sempre numa ação de fixação e eliminação, através de sua fumaça. 
Falam compassados e pensando bem no que dizem. Raríssimamente assumem chefia de cabeça, mas invariavelmente são os auxiliares dos outros Guias, ou seja, o "braço-direito". 
Seus fluídos são fortes , porque fazem questão de "pegar bem" o aparelho(médium). Começam suas vibrações fluídicas de chegada, sacudindo com certa violência a cabeça. 
Cansam muito o corpo físico, pela parte dos rins e membros inferiores, com a posse do aparelho, conservando-o sempre curvado. Seus fluídos de presença vem como uma espécie de choque nervoso sobre a matéria e emitem um resmungado da garganta aos lábios, quando se consideram firmes na incorporação. 
Os pontos cantados são os mais tristes entre todos e revela um ritmo compassado, dolente, melancólico; traduzem verdadeiras preces de humildade. 
Os pontos riscados obedecem a uma série de sinais entrelaçados, as vezes reto, outros em ângulo. Temos encontrados neles, semelhantes a certas letras dos alfabetos primitivos ou templários e dão logo os três sinais riscados expressivos da Flecha, Chave e Raiz. 
Outrossim: nas "formas" de pretos e pretas-velhas, existem os que se apresentam, por afinidade, como um angola, um cambinda, um congo,etc, e costumam até conservar em sua "forma astral", certa reprodução de características que identificavam chefia, função,etc, entre os povos da raça negra, muito comum entre os que são qualificados como Protetores. 
Estas afinidades também são semelhantes nos espíritos que têm a forma de caboclos, comum aos que possuem ainda o evolutivo de protetores. 
Quanto a "forma" ser nova ou velha, não altera a essência da coisa, pois no fundo, é o mesmo. 
Essas são, em síntese, a "milonga" das Três Formas em suas apresentações na UMBANDA. Somente os SETE ORIXÁS principais de cada linha são não incorporantes... porém, já o dissemos algumas vezes, excepcionalmente, conferem suas vibrações diretas sobre UM ou no máximo SETE aparelhos(médiuns), quando, dos espaços siderais, eles observam a Lei sendo chafurdada e confundida na idolatria, como o está sendo nos tempos presentes... 
Certa maioria continua "reverenciando" estátuas a granel, de bruxos e bruxas e de supostas representações de EXU com serpentes, ferrão, cornos, capas pretas ou vermelhas do suposto DIABO da MITOLOGIA... 
Tudo isso, em crescendo assustador e deprimente, pois que, já são existentes em dezenas e dezenas de "terreiros", sendo cultuados com "comes e bebes..." 
E é então que essas vibrações diretas se fazem ouvir através das vozes dos pequeninos que se tornam grandes, quando se trata de recompor as VERDADES PERDIDAS que refletem a própria LEI do VERBO. 
Obs: Este Capítulo, pertence a Portentosa obra UMBANDA de TODOS NÓS, terceira Edição de 1969, escrita pelo Grande Mestre e profundo conhecedor dos MISTÉRIOS de UMBANDA, W.W. da MATTA e SILVA. 
Vejam, caros irmãos, a quantos anos foi escrita esta obra que continua atualizadissíma. Nós não poderíamos nos furtar de colocar este capítulo, para discernimento e estudo de nossos irmãos, que tanto anseiam por conhecimento e luz, esperando ter contribuído um pouco , levando estes conhecimentos a todos os irmãos. 
Se algum irmão, desejar estudar, aconselhamos se for possível as obras de W.W. da Matta e Silva, que se encontram para vender, assim como de seu discípulo F. Rivas Netto, assim como outros. 
Agradecemos a leitura destas páginas e esperamos que muitos possam tirar proveito, pedindo a OXALÁ, que ilumine todos os nossos passos, derramando sobre nós a sua Luz Divina. 

Caboclos 
São geralmente espíritos de civilizações primitivas, tais como índios: Íncas, Maias, Astecas e afins. Foram espíritos de terras recém formadas e descobertas, eles formaram sociedades (tribos e aldeias), com perfeita organização estrutural, tudo era fabricados por eles, desde o cultivo de alimentos até a moradia. 
Como foram primitivos conhecem bem tudo que vem da terra, assim caboclos são os melhores guias para ensinar a importância das ervas e dos alimentos vindos da terra, além de sua utilização. 
Assim como os Preto-velhos, possuem grande elevação espiritual, e trabalham "incorporados" a seus médiuns na Umbanda, dando passes e consultas, em busca de sua elevação espiritual. 
São subordinados aos Orixás, o que lhes concede uma força mestra na sua personalidade e forma de trabalho, igual aos Preto-velhos. 
Quando falamos na personalidade de um caboclo ou de qualquer outro guia, estamos nos referindo a sua forma de trabalho. 
Costumam usar durante as giras, penachos e fumam charutos. Falam de forma rústica lembrando sua forma primitiva de ser, dessa forma mostram através de suas danças muita beleza, própria dessa linha. 
Seus "brados", que fazem parte de uma linguagem comum entre eles, representam quase uma "senha" entre eles. Cumprimentos e despedidas são feitas usando esses sons. 
Costumamos dizer que as diferenças entre eles estão nos lugares que eles dizem pertencer. Dando como origem ou habitat natural, assim podemos ter: 

Caboclos da mata - Esses viveram mais próximos da civilização ou tiveram contato com elas. 

Caboclos da mata virgem - Esses viveram mais interiorizado nas matas, sem nenhum contato com outros povos. 
Assim vários caboclos se acoplam dentro dessa divisão. 
Torna-se de grande importância conhecermos esses detalhes para compreendermos porque alguns falam mais explicados que outros. Mais ainda existe as particularidades de cada um, que permitem diferenciarmos um dos outros. 
A primeira é a "especialidade" de cada um, são elas: curandeiros, rezadeiros, guerreiros, os que cultivavam a terra (agricultores), parteiras, entre outros.

A segunda é diferença criada pela "força da natureza" que os rege. É o Orixá para quem eles trabalham.

Para nós da Umbanda, é importantíssimo saber que a "personalidade" de um caboclo se dá pela junção de sua "origem", "especialidade" e "força da natureza" que o rege. 
E é nessa "personalidade" que centramos nossos estudos. Assim como os Preto-velhos, eles podem dar passe, consulta e correntes de energização ou participarem de descarrego, contudo sua prática da caridade se dá principalmente com a manipulação. 
Quando falamos em manipulação, estamos nos referindo desde preparo de remédios feitos com ervas, emplastos, compressas e banhos em geral até manipulação física, como por rezar "espinhela caída". 
Esses guias por conhecerem bem a terra, acreditam muito no valor terapêutico das ervas e de tudo que vem da terra, por isso as usam mais que qualquer outro guia. 
Desenvolveram com isso um conhecimento químico muito grande para fazer remédios naturais. 
Como são espíritos da mata propriamente dita, todos recebem forte influência de Oxossi, no sentido apenas do conhecimento químico das ervas, independente do Orixá que trabalhe. 
São espíritos que também trabalham muito com passe. Acreditamos ser pela facilidade de locomoção, já que normalmente trabalham em pé. 
São também bastante necessários na hora de um descarrego, pois conseguem acoplar no médium em qualquer posição. 
Formas incorporativas e especialidade de caboclos: 

CABOCLOS DE OXUM 
Geralmente são suaves e costumam rodar, a incorporação acontece primeiro ou quase simultâneo no coração (interno). 
Trabalham mais para ajuda de doenças psíquicas, como: depressão, desanimo entre outras. Dão bastante passe tanto de dispersão quanto de energização. 
Aconselham muito, tendem a dar consultas que façam pensar; Seus passes quase sempre são de alívio emocional. 

CABOCLOS DE OGUM 
Sua incorporação é mais rápida e mais compactada ao chão, não rodam. Consultas diretas, geralmente gostam de trabalhos de ajuda profissional. Seus passes são na maioria das vezes para doar força física, para dar ânimo. 

CABOCLOS DE YEMANJÁ 
Incorporam de forma suave, porém mais rápidos do que os de Oxum, rodam muito, chegando a deixar o médium tonto. 
Trabalham geralmente para desmanchar trabalhos, com passes, limpeza espiritual, conduzindo essa energia para o mar. 

CABOCLOS DE XANGÔ 
São guias de incorporações rápidas e contidas, geralmente arriando o médium no chão. 
Trabalham para : emprego; causas na justiça; imóvel e realização profissional. 
Dão também muito passe de dispersão. São diretos para falar. 

CABOCLOS DE NANà
Assim como os Preto-velhos são mais raros, mas geralmente trabalham aconselhando, mostrando o carma e como ter resignação. 
Dão passes onde levam eguns que estão próximos. 
Sua incorporação igualmente é contida, pouco dançam. 

CABOCLOS DE INHASà
São rápidos e deslocam muito o médium. 
São diretos para falar e rápidos também, muitas das vezes pegam a pessoa de surpresa. 
Geralmente trabalham para empregos e assuntos de prosperidade, pois Inhasã tem grande ligação com Xangô. No entanto sua maior função é o passe de dispersão (descarrego). 
Podem ainda trabalhar para várias finalidades, dependendo da necessidade. 

CABOCLOS DE OXALÁ 
Quase não trabalham dando consultas, geralmente dão passe de energização. 
São "compactados" para incorporar e se mantém localizado em um ponto do terreiro sem deslocar-se muito. 

CABOCLOS DE OXÓSSI 
São os que mais se locomovem, são rápidos e dançam muito. 
Trabalham com banhos e defumadores, não possuem trabalhos definidos, podem trabalhar para diversas finalidades. 
Esses caboclos geralmente são chefes de linha. 

CABOCLOS DE OBALUAÊ 
São raros, pois são espíritos dos antigos "bruxos" das tribos indígenas. São perigosos, por isso só filhos de Omulú de primeira coroa possuem esses caboclos. 
Sua incorporação parece um Preto-velho, locomovem-se apoiados em cajados. Movimentam-se pouco. 
Fazem trabalhos de magia, para vários fins. 

Sobre Os Pretos Velhos 
Quando se fala em preto-velho, estamos falando de uma grande linha, ou seja, uma grande faixa vibratória onde espíritos afins se "encaixam" para cumprirem sua missão. 
Esses espíritos foram ex-escravos e negros africanos que não chegaram a ser escravos. Constam também dessa linha espíritos que não foram escravos nem negros africanos, mais que por afinidade escolheram a Umbanda para cumprirem sua missão. 
O termo "Velho", "Vovô" e "Vovó" é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um vovô ou uma vovó subentendemos que essa pessoa já tenha vivido muito mais tempo. Adquirindo assim mais coisas para contar e passar, principalmente essa mesma pessoa já viveu o suficiente para ter aprendido a ter paciência, compreensão, menos ansiedade para a vida. É baseado nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham
No mundo espiritual é bastante semelhante. A grande característica dessa linha é o conselho. É devido a esse fator que carinhosamente dissemos que são os "Psicólogos da Umbanda". 
Suas vestimentas e apetrechos são bem simples, não necessitam de muitos artifícios para trabalhar, necessitam apenas contar com a atenção e a concentração do seu médium durante a consulta. Usam cachimbo, lenços, toalhas e as vezes fumo de rolo e cigarro de palha. 
Sua forma de incorporação é compacta, sem dançar ou pular muito. A vibração começa com um "peso" nas costas e uma inclinação de tronco para frente, e os pés fixados no chão. Se locomovem apenas quando incorporam para as saudações necessárias (atabaque, gongá e Babá) e depois sentam e praticam sua caridade. Podemos encontrar alguns que se mantém em pé. 
É possível ver Preto-Velhos dançando, mais esse dançando é sutíl, apenas com movimentos dos ombros ou quando sentados, com as pernas. 
Essa simplicidade se expande, tanto na sua maneira de ser e de falar. Usam vocabulário simples, sem palavras rebuscadas. Sua maneira carregada de falar é para dar idéia de antiguidade. 
Além disso os Preto-Velhos nos ajudam a enxergar que a prática da caridade, é vital para nossa evolução espiritual. 
A linha é um todo, com suas características gerais, ditas acima, mais como cada médium possui uma coroa diferente, isso determina as diferenças entre os Preto-Velhos.

Essas diferenças ocorrem porque Preto-velhos são trabalhadores de orixás e trazem para sua forma de trabalho a essência daquela força da natureza para quem eles trabalham.

Essas diferenças são primeiramente evidenciadas na maneira de incorporação. 
Não é só na forma física que devemos observar as diferenças, mais também a maneira de trabalhar e a especialidade dele. 
Para exemplificar, separaremos abaixo por Orixás: 

PRETO-VELHOS DE OGUM 
São mais rápidos na sua forma incorporativa e sem muita paciência com o médium e as vezes com outras pessoas que estão cambonando e até consulentes. 
São diretos na sua maneira de falar, não enfeitam muito suas mensagens, as vezes parece que estão brigando, para dar mesmo o efeito de "choque", mais são no fundo extremamente bondosos tanto para com seu médium e para as outras pessoas. 
São especialistas em consultas encorajadoras, ou seja, mera dose de coragem e segurança para aqueles indecisos e "medrosos". É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá considerado corajoso. 

PRETO-VELHOS DE OXUM 
São mais lentos na forma de incorporar e até falar. Passam para o médium uma serenidade inconfundível. 
Não são tão diretos para falar, enfeitam o máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é "chocar" e sim, fazer com que a pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado. 
São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior. As vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mais é necessário para a evolução daquela pessoa. 

PRETO-VELHOS DE XANGÔ 
São raros de ver, contudo devemos também conhece-los. 
Sua incorporação é rápida como as de Ogum. 
Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais. 
Passam seriedade em cada palavra dita. Cobram bastante de seus médiuns e consulentes. 

PRETO-VELHOS DE INHASà
São rápidos na sua forma de incorporar e falar. Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as pessoas. 
Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá. 
Esses Preto-velhos retribuem ao médium principalmente a defesa, são rápidos na ajuda. Se cobram a honestidade do seu médium no momento da consulta, não admitem que desconfiem dele (médium). 
Mesmo assim eles também possuem uma especialidade. 
Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa. São especialistas também em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual. 
Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego. É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas pessoas. 

PRETO-VELHOS DE OXOSSI 
São os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas. 
Esses Preto-velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo. 
Possuem uma especialidade: A de receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastos, banhos e compressas, defumadores, chás, etc... São verdadeiros químicos em seus tocos. - Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior "químico" - Oxossi. 

PRETO-VELHOS DE NANà
São raros, assim como os filhos desse Orixá. 
Sua maneira de incorporação é de forma mais envelhecida ainda. Lenta e muito pesada. Enfatizando ainda mais a idade avançada. 
Falam rígido, com seriedade profunda. Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo. 
Cobram muito do seu médium, não admitem roupas curtas ou transparentes, mesmo para médiuns homens. Seu julgamento é severo. Não admite injustiça com seu médium. 
Costumam se afastar dos médiuns que consideram de "moral fraca". Mais prezam demais a gratidão, de uma forma geral. Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se julgar que a casa é boa, digna e honrada. 
É difícil a relação com esses guias, principalmente quanto há discordância, ou seja, não são muito abertos a negociação no momento da consulta. 
São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso carma, pois isso sem dúvida é a sua função. 
Atuam também como os de Inhasã e Omulú, conduzindo Eguns. 

PRETO-VELHOS DE OBALUAÊ 
São simples em sua forma de incorporar e falar. Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral. 
Defendem quem é certo ou quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros. 
Agarram-se a seus "filhos" com total dedicação e carinho, não deixando no entanto de cobrar e corrigir também. Pois entendem que a correção é uma forma de amar. 
Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Preto-velhos. Ou seja, se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento. 
Como trabalha para Obaluaê, e este é o "dono das almas", esses Preto-velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos. 
Sua "visão" é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos para seus consulentes. Tanto pessoal como profissional e até espiritual. 
Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo de tudo que lhe for pedido, apenas confiando nesses Preto-velhos. Quando o filho não faz isso, costumam tirar o que já lhe deu, para que o mesmo repense a importância desse Preto-velho em sua vida. 
Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta. 
Não trabalham para saúde (essa função é do Erê de Obaluaê). Salvo se essa doença for proveniente de "trabalhos feitos - macumba". 

PRETO-VELHOS DE YEMANJÁ 
São belos em suas incorporações, contudo mantendo uma enorme simplicidade. Sua fala é doce e meiga. 
Possuem a paciência das mães e a compreensão também. Cobram pouco de seus médiuns, apenas que eles cumpram a caridade sempre por amor nunca por obrigação. 
Sua especialidade maior é sem dúvida os conselhos sobre laços espirituais e familiares.

Gostam também de trabalhar para fertilidade de um modo geral, e especialmente para as pessoas que desejam engravidar. 
Utilizando o movimento das ondas do mar, são excelentes para descarregos e passes. 
Cobram dos seus médiuns que lutem para ter um casamento feliz e sólido, pois para eles só assim poderão ajudar a outras pessoas nesse sentido, já que seu médium já vive essa realidade. 

PRETO-VELHOS DE OXALÁ 
São bastante lentos na forma de incorporare tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos. 
Raramente dão consulta, sua maior especialidade é o passe de energização. 
Cobram também bastante de seus médiuns, principalmente no que diz respeito a prática de caridade, assiduidade no terreiro e vaidade. 

Sobre Os Boiadeiros 
São espíritos de vaqueiros, posseiros, capatazes, cangaceiros e espíritos afins. 
Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. 
Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. 
Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra. 
Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. 
São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. 
Sua maior finalidade não é a consulta como os Preto-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o "dispersar de energia" aderida a corpos, paredes e obj. <

Edgar · 264 vistos · 1 comentário
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